Black Alien: amor contra todas as pragas

Fotos: Diego Lobato

No domingo seguinte aos ataques em favelas do Rio de Janeiro, o niteroiense Black Alien esteve no Sesc Interlagos, São Paulo, para um show na Mostra de Artes da rede. Ele anunciou que está produzindo, sem previsão de lançamento, Babylon By Gus Volume 2, seu segundo álbum de estúdio.

“O Volume 1 foi uma autobiografia retirada de uma gaveta de guardados. Agora estou mais velho, mais ranzinza, menos ansioso e menos tenso”, conta citando o novo direcionamento de suas letras, antes quase totalmente agarradas à política. “Agora os temas são mais amplos: amor, jiu-jitsu, surfe, skate, crianças, família, amor, amor e… A política permeando todos eles. Com muito amor!”


Enxergar por essa ótica é, para o cantor, a mais eficiente forma de transformação social, ainda que gradativa. “Todos os outros tipos de revolução, tentados através das armas, da guerra, do conflito, da violência armada ou não, não funcionaram. A revolução mais eficaz vem através do amor ao próximo e às coisas”.


Sobre a onda de violência no Rio, o cantor diz considerá-la trágica. “Treze comunidades pacificadoras estão em paz depois de quase meio século de pistolagem e ausência do Estado, mas ainda existem quatrocentas comunidades dominadas pelo tráfico de drogas ou pelas milícias ”. Para ele, pacificações são apenas o primeiro passo e merecem atenção especial. “Se forem apenas jogadas das políticas como nós brasileiros estamos acostumados, a estória continua, e a história também”.


Black Alien: “Em cada pequena atitude de amor há uma revolução”.

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