Baloeiros em São Gonçalo
Soltar balão no Brasil é ilegal desde 1998, mas a prática remete ao século III a.C., quando chineses bolaram um objeto capaz de voar com auxílio do ar quente. O inventor Zhuge Liang é quem teria criado o artefato para enviar sinais como estratégia militar. [Atualização: essa teoria parte do historiador inglês Joseph Needham. Para outro historiador, Michael Debakey, as primeiras peças voadoras surgiram no Peru.]
Independente das reais origens, por volta de 1709 d.C., o padre e cientista luso-brasileiro Bartholomeu de Gusmão criou um tal de “instrumento para se andar pelo ar”, considerado percursor dos balões modernos. Ele batizou a invenção de passarola.
Por aqui, foi nas quebradas que o balão de papel ganhou força partir dos anos 1980. De lá pra cá, inúmeras equipes de baloeiros surgiram, além de mostras, campeonatos e todo um movimento que inclui de páginas nas redes a clássicos álbuns de figurinha.
Mesmo com a proibição, os aficionados nunca deixaram de se reunir pra botar no ar seus modelos e apresentar novas técnicas, como o balão sem bucha, inflado com o ar quente do compressor sem a presença do fogo, o que elimina o risco de incêndio a partir da queda do balão. “Tem muito baloeiro adotando essa parada. A gente tá tentando se acostumar, é uma novidade” diz Gigante LM, membro da Conexão Arte. No dia em que acompanhamos a equipe, eles mantiveram o esquema tradicional, do balão acionado com fogo.




